Irã ameaça ‘remodelar o mundo’ se EUA atacarem usinas
TEERÃ – Uma autoridade de alto escalão advertiu, nesta terça-feira (7), que qualquer bombardeio dos Estados Unidos contra usinas de energia iranianas provocaria um apagão em série no Oriente Médio e levaria o país a “remodelar o mundo” em resposta, colocando em xeque o prazo estabelecido por Donald Trump para “não acabar” com o regime.
- Em resumo: Irã diz que retaliação a um ataque poderia mudar a ordem global e afetar todo o fornecimento elétrico da região.
Tensão elétrica e geopolítica em jogo
Segundo a fonte, ouvida pela Reuters sob condição de anonimato, atingir as instalações energéticas “apagaria não só as luzes do Irã, mas de países vizinhos”. Dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostram que a rede elétrica iraniana está interligada a pelo menos quatro nações fronteiriças, ampliando o potencial de efeito-dominó.
O alerta chega quando falta pouco para o fim do ultimato informal de Trump, que em discursos recentes voltou a prometer medidas “sem precedentes” caso Teerã não recue de seu programa nuclear. Em 2020, o ex-presidente já havia mencionado 52 alvos iranianos, número que simbolizava os reféns da crise de 1979.
“Toda a região e a ordem internacional sentirão o impacto. Se for preciso, remodelaremos o mundo”, afirmou a autoridade iraniana.
Por que um ataque às usinas seria tão explosivo?
Especialistas lembram que o Irã tem 34 GW de capacidade instalada, metade dela concentrada em complexos que também abastecem hospitais e centros de dados. Um estudo da Universidade de Stanford indica que a perda repentina de 20% dessa carga pode levar até 72 horas para ser distribuída em sistemas vizinhos, elevando o risco de colapso em cascata.

Além disso, a lei internacional prevê a proteção de infraestruturas civis. A Convenção de Genebra classifica como crime de guerra a destruição deliberada de instalações que impactem a população, o que poderia abrir caminho para ações no Conselho de Segurança da ONU caso o ataque se concretize.
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