- Matador com pena de 20 anos se esconde em caixa d’água e é preso
- Ceará derruba homicídios a 140 em março, recorde histórico
- R$197 viram R$45 mil: bolão cearense fatura R$1,7 mi na Lotofácil
- Ciúme mortal: policial é preso a 2.600 km após matar sobrinho
- Fama mundial de ‘bairro dos cornos’ expõe desafios do José Walter
Metade das cearenses teme estupro em corridas por app
Fortaleza, CE – Um levantamento inédito da Ipsos-Ipec mostra que 50% das mulheres cearenses sentem pavor de sofrer estupro quando pedem corridas por aplicativo, receio que supera até o de assaltos. O estudo, feito em outubro de 2025 com 2.032 entrevistadas em 77 cidades, revela uma epidemia de medo que molda rotinas e expõe falhas de segurança nos deslocamentos diários.
- Em resumo: Estupro lidera a lista de temores femininos nos apps, à frente de assédio, agressões e roubo.
Por que o risco sexual supera o medo de roubo?
A pesquisa “Mulher Coragem” mediu nove tipos de violência. Entre eles, o estupro aparece no topo (50%), seguido por assédio sexual (37%) e agressão física (37%). O dado é corroborado por diagnósticos nacionais do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que registrou alta de 8% nos casos de violência sexual contra mulheres em todo o país em 2024.
O temor é ainda mais forte entre jovens: 64% das entrevistadas de 16 a 24 anos relataram medo de estupro dentro do carro. Especialistas apontam que, além da vulnerabilidade física, a sensação de confinamento durante a corrida agrava a percepção de risco.
“O medo sai do campo da imaginação e passa a nortear decisões banais, como a hora de voltar para casa”, resume o relatório.
Impacto na rotina e soluções discutidas
Quatro em cada dez cearenses já mudam hábitos para evitar violência; 68% deixam de sair sozinhas à noite. A sensação de segurança só existe, para 83%, dentro da própria casa. Já em pontos de ônibus ou praças, apenas 10% dizem se sentir protegidas.

Entre as medidas defendidas pelas entrevistadas estão mais policiamento nas ruas (56%), presença de seguranças nos coletivos (36%) e capacitação de motoristas e agentes públicos para lidar com assédio (29%). Em 2023, o Ceará aprovou lei que obriga empresas de transporte por app a oferecer botão de pânico, mas fiscalizações ainda engatinham.
O que você acha? Botão de pânico e mais patrulhas são suficientes para reduzir esse medo? Para acompanhar outras análises sobre segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
