Atraso de bônus: Julierme pressiona Governo por policiais civis
FORTALEZA – O vereador Julierme Sena voltou a cobrar, nesta semana, que o Governo do Ceará quite a compensação financeira prometida aos policiais civis, benefício cujo prazo de implantação já expirou, segundo o parlamentar.
- Em resumo: pagamento extra prometido aos agentes está parado, e categoria denuncia falta de valorização.
O que está em jogo para a segurança pública
Ao lado da diretoria do Sindicato dos Policiais Civis, Julierme sustenta que o impasse não é só monetário: “Esses profissionais enfrentam o crime organizado diariamente e não recebem o reconhecimento devido”, afirmou. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Ceará registrou 4,3 mil ocorrências de crimes violentos letais em 2023, mantendo a pressão por respostas rápidas.
Para o vereador, liberar a compensação é medida urgente para reduzir evasão na corporação. Relatório interno da Polícia Civil indica que, apenas no primeiro semestre, 58 agentes pediram exoneração ou aposentadoria antecipada.
“Não se trata apenas de remuneração, mas de valorização”, reiterou Julierme Sena.
Por que o prazo estourou e quais podem ser as consequências
A compensação foi anunciada ainda em 2022, depois de um ciclo de negociações que incluiu reajuste salarial de 10% parcelado. O acordo previa que o valor extra – calculado sobre plantões excedentes e risco de vida – começaria a ser pago até dezembro do mesmo ano, mas nada saiu do papel.

O movimento de cobrança chega num momento sensível: levantamento do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) aponta que o Estado tem a segunda menor proporção de policiais civis por habitante na região Nordeste (1,3 agente para cada 1.000 moradores). Especialistas alertam que atrasos salariais afetam diretamente a motivação e a capacidade investigativa, abrindo margem para avanço do crime organizado.
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