Ceará implanta núcleos antierro em 100% dos hospitais
Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) – Fortaleza/CE, na última terça-feira, confirmou que todas as unidades da rede estadual já contam com um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), estrutura criada para bloquear falhas que vão de erros de medicação a infecções hospitalares.
- Em resumo: protocolo segue padrões da OMS e exige notificação de qualquer evento adverso à Anvisa.
Por que isso importa agora
Segundo a Organização Mundial da Saúde, falhas assistenciais matam 2,6 milhões de pessoas por ano em países de baixa e média renda. O Ceará tenta fugir dessa estatística padronizando checklists cirúrgicos, identificação de pacientes e higiene de mãos em todos os níveis de complexidade, da UTI ao pronto-atendimento.
Desde 2013, o Ministério da Saúde e a Anvisa exigem que hospitais mantenham núcleos semelhantes, mas o Ceará agora declara cobertura integral, integrando as notificações ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
“Quando existem protocolos claros e equipes bem treinadas, muitos danos são evitáveis”, destaca Júlia Araújo, da Coordenadoria de Vigilância Sanitária.
Como vai funcionar na prática
Cada hospital preenche um cadastro na Anvisa, reporta “never events” – situações que jamais deveriam ocorrer – e recebe visitas técnicas da Covis para auditoria. Relatórios periódicos medem queda de quedas, úlceras por pressão e erros de prescrição.

O plano estadual também cria metas de longo prazo. Meta inicial: reduzir em 30% as infecções associadas a cateteres até 2028, alinhada ao Atlas da Segurança do Paciente da OMS. Outro foco é a padronização de fluxos cirúrgicos; estudos internacionais apontam que checklists reduzem mortalidade pós-operatória em até 47%.
O que você acha? A padronização pode realmente trazer mais segurança ou falta investir em equipes e insumos? Para acompanhar outras ações no estado, acesse nossa editoria Ceará.
Crédito da imagem: Divulgação





