EUA exigem histórico de redes sociais de turistas do ESTA
EUA exigem histórico de redes sociais de turistas do ESTA – A Alfândega e Proteção de Fronteiras norte-americana (CBP) passou a solicitar, de forma obrigatória, o detalhamento dos perfis mantidos em plataformas digitais por estrangeiros que utilizam o Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem (ESTA), dispensando o visto tradicional.
A medida busca reforçar as verificações de segurança, permitindo que os agentes identifiquem comportamentos on-line considerados suspeitos antes de liberar o embarque rumo aos Estados Unidos.
O que muda no processo de solicitação
Até então, o formulário do ESTA pedia apenas informações básicas, passaporte e dados de contato. Agora, o candidato deve listar nomes de usuário em redes como Facebook, X (ex-Twitter), Instagram e TikTok, além de e-mails e telefones usados nos últimos cinco anos. Segundo o U.S. Customs and Border Protection (CBP), o objetivo é tornar a triagem “mais rápida e precisa”.
Quem omitir ou fornecer dados falsos pode ter a autorização negada, enfrentar deportação sumária ou ficar impedido de retornar ao país pelo período de até cinco anos.
Contexto e estatísticas de viagens
O Programa de Isenção de Vistos atende turistas de 41 nações. Antes da pandemia, mais de 23 milhões de viajantes ingressaram nos EUA usando o ESTA, conforme dados do Departamento de Segurança Interna. O Brasil não faz parte da lista, mas brasileiros com dupla nacionalidade de países contemplados, como Itália, Portugal ou Espanha, utilizam o sistema com frequência.

Especialistas recomendam revisar a privacidade dos perfis, remover publicações que possam ser mal-interpretadas e manter a coerência das informações fornecidas no formulário para evitar contratempos na imigração.
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Crédito da imagem: Divulgação / CBP
