Mulher forja sequestro em Fortaleza para encobrir golpes
Fortaleza/CE – Uma operação relâmpago da Delegacia Antissequestro (DAS) da Polícia Civil desmontou, na última quarta-feira (8), um elaborado teatro criminal: uma mulher de 26 anos simulou o próprio rapto no bairro Itaperi para escapar de suspeitas sobre golpes virtuais ligados à sua conta bancária.
- Em resumo: Falso sequestro foi usado para despistar fraudes que envolviam a venda da conta da suspeita.
A engrenagem do falso rapto
O enredo começou quando a suposta vítima ligou para a Polícia afirmando ter sido levada por criminosos armados. Investigadores rastrearam rapidamente o veículo descrito e encontraram dois ocupantes que, na verdade, haviam caído em estelionato on-line. A investigação mostrou que a mulher repassara seus dados bancários a terceiros para a prática de golpes, um método conhecido como “conta aluguel”, segundo alertas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Pressionada pelos fatos, ela acabou revelando que nunca esteve em cativeiro: tudo não passava de uma tentativa de despistar a Polícia e possíveis vítimas das transações fraudulentas.
“A mulher, que se passou por vítima, recebeu voz de prisão e foi autuada em flagrante pelo crime de denúncia caluniosa. Agora, ela está à disposição da Justiça.”
Consequências legais e o crescimento dos golpes virtuais
Além de responder por denúncia caluniosa, a investigada poderá ser indiciada por estelionato e associação criminosa caso surjam novas provas. No Ceará, crimes cibernéticos vêm avançando: apenas em 2023, as ocorrências de fraudes bancárias cresceram 27%, de acordo com dados compilados pela Secretaria da Segurança Pública.

Em todo o país, perdas com golpes digitais superaram R$ 2,5 bilhões no último ano, segundo a Febraban. O órgão reforça que ceder contas a terceiros — prática que favorece “laranjas” — configura crime e pode levar à prisão, como evidenciado neste caso.
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Crédito da imagem: Divulgação / PCCE





