FORTALEZA/CE – A empolgação para o show de Luan Santana virou dor de cabeça para dezenas de fãs que, desde a pré-venda de 6 de agosto, relatam ter perdido dinheiro após comprar ingressos em um “grupo VIP” no WhatsApp indicado pela própria plataforma Q2 Ingressos.
- Em resumo: link falso prometia últimos ingressos promocionais; pagamentos via Pix somam prejuízos de até R$ 432 por pessoa.
Como o golpe foi aplicado
No site oficial da Q2, um botão convidava o público a entrar no tal grupo. Lá, administradores – únicos autorizados a falar – soltaram um link “relâmpago” para os “últimos lugares do 1º lote”, supostamente mais baratos. A auxiliar de biblioteca Giselle Moreira clicou, viu a logomarca da empresa e, confiante, transferiu R$ 432 por dois ingressos VIP. O comprovante nunca se converteu em e-ticket.
Casos idênticos foram registrados por Samuel Sousa (R$ 168) e pelo irmão de Tainá Monteiro, estudante de 17 anos que reuniu R$ 80 para sua primeira experiência em um show. Todos já registraram B.O. e compartilham relatos em um grupo de vítimas.
“O que me deixa indignado é que esses grupos não foram feitos por fãs. Estavam nas redes oficiais da Q2 e até do Luan Santana”, disse Samuel Sousa.
Fraudes em alta: dados e cuidados
A Polícia Civil do Ceará confirmou duas ocorrências de estelionato sob investigação pelas 5ª e 12ª Delegacias da Capital. O órgão recomenda cautela com links enviados por aplicativos de mensagem e reforça que pagamentos via Pix exigem conferência minuciosa de nome e CNPJ.
Segundo levantamento da Febraban, cerca de 7 em cada 10 golpes bancários no país envolvem engenharia social, estratégia que explora a confiança do usuário em ambientes digitais aparentemente legítimos. Especialistas aconselham verificar se o domínio de venda possui certificação SSL, desconfiar de descontos fora do padrão e buscar canais verificados antes de concluir a transação.

No caso de Fortaleza, a página oficial da turnê “Registro Histórico” chegou a publicar alerta no mesmo dia da pré-venda, mas o aviso não foi suficiente para interromper as fraudes. Sem resposta da Q2 Ingressos, lesados recorrem a plataformas de reputação online e ao Procon para tentar reaver o dinheiro.
E você? Já conferiu se os links que recebe em grupos são realmente oficiais? Para acompanhar outras investigações sobre golpes e segurança digital, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação/G1





