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Brasília, DF – O empresário Maurício Camisotti detalhou à Justiça um esquema que teria drenado bilhões de reais dos aposentados do INSS, citando um vice-presidente de partido, ministros de Lula e servidores do instituto como beneficiários diretos da propina. A revista Veja tornou público o teor explosivo da colaboração na sexta-feira (10), provocando corrida de outros investigados para negociar acordos.
- Em resumo: Delação envolve dirigentes do PDT, parlamentares e lavagem via escritório de advocacia renomado.
Como funcionava a engrenagem de desvios
Segundo Camisotti, descontos indevidos eram aplicados nos contracheques de aposentados, redirecionando valores para empresas de fachada. Documentos entregues ao Ministério Público mostram a participação de lobistas como Roberta Luchsinger e do empresário conhecido como “Careca do INSS”. A engrenagem teria movimentado cifras na casa dos bilhões, reforçando o alerta recorrente da Febraban sobre fraudes previdenciárias.
Relatórios preliminares indicam que parte do dinheiro era “lavada” por meio de honorários advocatícios simulados, prática já identificada em operações anteriores da Polícia Federal.
“O delator também dá nomes de políticos do Congresso que receberam propina do esquema de descontos ilegais”, diz o trecho revelado pela coluna Radar.
Por que o caso assusta servidores e beneficiários
Auditoria do Tribunal de Contas da União apontou, em 2023, perda potencial de R$ 6,2 bilhões em fraudes similares no INSS nos últimos quatro anos. Para especialistas, cada real desviado agrava o déficit previdenciário e pressiona o orçamento público, ameaçando futuros reajustes de benefícios.

A investida do Ministério Público mira agora no elo político. A Lei 12.850, que define organização criminosa, prevê pena de até 8 anos para quem facilita lavagem de dinheiro — sanção que pode dobrar se houver envolvimento de agentes públicos.
O que você acha? A responsabilização deve incluir bloqueio imediato de bens dos citados? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação





