Roma, Itália – Em discurso nesta sexta-feira, 10, o presidente Sergio Mattarella definiu a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como “pilar do equilíbrio global”, sublinhando que a segurança europeia depende da coesão dentro da aliança militar.
- Em resumo: Mattarella ligou a estabilidade mundial à força coletiva mantida pelos 31 países que integram a Otan.
Entenda o posicionamento de Roma
Ao enfatizar o papel da Otan, Mattarella ecoa a linha diplomática italiana de apoiar o bloco desde 1949, ano em que o país assinou o tratado original. O presidente alertou que quaisquer fissuras internas podem ser exploradas por potências rivais, argumento que ganha peso após recentes tensões geopolíticas no Leste Europeu, segundo dados da própria Otan.
A fala ocorre num momento em que a aliança discute o aumento do investimento mínimo de 2% do PIB em defesa — índice que a Itália ainda não atinge totalmente, mas promete alcançar até 2028.
“A Organização do Tratado do Atlântico Norte continua sendo um pilar do equilíbrio global”, frisou o presidente italiano.
Por que isso importa para o equilíbrio mundial
Fundada no pós-Segunda Guerra, a Otan reúne hoje 31 membros após a entrada da Finlândia e da Suécia, ampliando sua fronteira direta com a Rússia em mais de 1.300 km. O Artigo 5º — cláusula de defesa coletiva invocada apenas uma vez, em 2001 — permanece o centro de gravidade do pacto, obrigando reação conjunta a qualquer agressão contra um país-membro.

Especialistas lembram que a Itália concede acesso estratégico ao Mediterrâneo para operações da Otan e abriga bases logísticas cruciais, como Aviano e Sigonella. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, cerca de 12% das missões aéreas da aliança partiram da península na última década, reforçando a relevância apontada por Mattarella.
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