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sábado, abril 11, 2026

Crise em Ormuz pode secar querosene nos aeroportos europeus

BRUXELAS – A escalada de tensão no Oriente Médio já compromete a cadeia global de abastecimento e coloca a aviação europeia em alerta máximo: sem a retomada do fluxo de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, os principais aeroportos da região podem ficar sem querosene em questão de dias, segundo autoridades de logística energética.

  • Em resumo: estoques de querosene na Europa caem rapidamente e podem zerar se as rotas pelo Estreito de Ormuz não forem desbloqueadas.

A rota que sustenta 30% do querosene europeu

O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 21% do petróleo mundial, também é responsável por quase um terço do querosene que abastece os hubs aéreos de Frankfurt, Paris e Amsterdã. De acordo com dados da Agência Internacional de Energia, cada dia de paralisação retira aproximadamente 500 mil barris de combustível de aviação do mercado europeu.

Companhias aéreas já estudam pousos técnicos no Norte da África para reabastecer e evitar cancelamentos em massa. Autoridades portuárias, por sua vez, avaliam limitar voos de longo curso caso os terminais caiam abaixo de 20% da capacidade, nível considerado crítico pela indústria.

A principal preocupação recai sobre a Europa, onde aeroportos podem enfrentar falta de querosene de aviação caso o fluxo de combustíveis pelo Estreito de Ormuz não seja normalizado em breve.

Impactos na economia e no bolso do passageiro

O setor aéreo responde por 4% do PIB europeu e movimenta mais de 12 milhões de empregos diretos e indiretos. Qualquer ajuste de oferta pode inflar o preço das passagens em até 25%, segundo projeções da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Em 2019, uma crise semelhante elevou o custo do bilhete médio em 14% no continente.

A União Europeia discute, em caráter emergencial, a liberação de reservas estratégicas que somam 1,5 milhão de toneladas de destilados médios — volume suficiente para aproximadamente cinco dias de operação normal. Especialistas lembram, porém, que a medida só ganha tempo e não substitui o fluxo regular vindo do Golfo Pérsico.

O que você acha? A Europa deve recorrer a estoques estratégicos ou restringir voos enquanto a rota de Ormuz não se normaliza? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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