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Brasília – A temporada de gripe de 2026 começou antes do outono e já pressiona hospitais: os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados por influenza saltaram 95% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Todos pela Saúde.
- Em resumo: País soma 3.584 diagnósticos graves e mais de 800 mortes por vírus respiratórios até março.
Sobe rápido e atinge crianças e idosos
Levantamento consolidado por laboratórios privados e públicos mostra que a mutação K do vírus Influenza A (H3N2) já circula em Fortaleza e Caucaia, enquanto o Ministério da Saúde alerta para o avanço simultâneo do Rinovírus nas capitais do Nordeste.
Crianças de 1 a 4 anos e pessoas acima dos 70 concentram a maioria das internações, quadro que preocupa gestores porque esses grupos também têm maior letalidade.
“Foram confirmados 3.584 casos de síndrome respiratória aguda grave até a primeira quinzena de março”, aponta o relatório do Instituto Todos pela Saúde.
Vacinação é o único escudo imediato
O Ceará iniciou a campanha de imunização em janeiro e, até abril, aplicou centenas de milhares de doses, tornando-se referência nacional. Historicamente, Estados que alcançam cobertura acima de 90% reduzem em até 40% as internações por influenza, de acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

No panorama nacional, porém, a vacinação ainda patina: em 2025, o Brasil encerrou a campanha com 75% de cobertura, abaixo da meta de 95% definida pela OMS. Caso o ritmo não acelere, projeções do Atlas da Saúde Global indicam possibilidade de mais 5 mil hospitalizações até julho.
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Crédito da imagem: Divulgação
