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Fortaleza, Ceará – A madrugada da última segunda-feira (13/04) terminou em caos na Vila Gomes, Bairro Aerolândia. Uma precipitação de 86 mm fez um muro desabar sobre um carro estacionado e transformou as ruas em corredores de lama, alagando moradias e exaltando o alerta para infraestrutura precária.
- Em resumo: muro caiu, carro destruído e casas alagadas com água chegando à cintura em alguns trechos.
Por que o muro cedeu?
Segundo moradores, a estrutura apresentava fissuras visíveis há meses, mas o volume excepcional de chuva acelerou o colapso. Dados da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) indicam que os 86 mm registrados entre 19h de domingo (12) e 7h de segunda colocaram Fortaleza como a segunda cidade que mais choveu no estado no período, atrás apenas de Aracati (100,6 mm).
Quedas de muros e deslizamentos costumam ocorrer quando o solo encharcado perde coesão. De acordo com o Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, 34% dos incidentes urbanos ligados à chuva no Nordeste envolvem colapso de estrutura de alvenaria.
“O aniversário é de Fortaleza e o presente foi da gente… Aqui a água ficou no joelho. Na outra rua, na cintura”, relatou a professora Jamile Cavalcante, após ver a lama invadir sua casa.
Impacto imediato e riscos futuros
Após o recuo da água, a Defesa Civil municipal isolou a área para avaliação de danos. A limpeza de lama, porém, fica a cargo dos próprios residentes, que temem doenças de veiculação hídrica. O Ministério da Saúde alerta que enchentes elevam em até 30% os casos de leptospirose em áreas urbanas.

A previsão da Funceme mantém a possibilidade de chuvas no litoral durante madrugadas e manhãs desta semana, cenário que exige atenção redobrada dos moradores em zonas de risco.
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Crédito da imagem: Divulgação


