Neymar quase ficou no Santos com ajuda de Dilma
Neymar quase ficou no Santos com ajuda de Dilma – Um dossiê obtido por veículos esportivos indica que, em 2013, o governo Dilma Rousseff estudou criar incentivos para evitar a saída do atacante para o Barcelona.
O material revela que ministros da área econômica avaliaram desonerações fiscais e patrocínios estatais para manter o craque no País até a Copa do Mundo de 2014, quando Neymar ainda era a principal estrela do Santos.
Como seria o plano do governo
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto à época, a ideia incluía aportes de empresas públicas em ações de marketing ligadas ao jogador, além de ajustes na tributação sobre direitos de imagem. A estratégia, contudo, não avançou após parecer técnico apontar risco de questionamentos legais e alto custo para os cofres públicos.
Àquela altura, o Barcelona já negociava diretamente com o estafe do atleta e, poucos meses depois, concluiu a transferência avaliada em 88,2 milhões de euros. Informações oficiais mostram que somente em 2023 o País exportou 1.041 jogadores, consolidando um movimento constante de talentos rumo ao exterior, conforme dados da CBF.
Neymar, política e lesão recente
Anos mais tarde, Neymar tornou-se um dos principais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que reacendeu o debate sobre a relação do atleta com a política. Recentemente, o atacante rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo durante jogo pelas Eliminatórias, cirurgia que deve afastá-lo dos gramados até meados de 2024.
Apesar do contratempo, pessoas ligadas ao Santos reforçam que o clube mantém conversas para repatriá-lo em 2026, quando termina o vínculo com o Al-Hilal, da Arábia Saudita. O presidente santista, Andrés Rueda, confirmou a existência de um plano de marketing e infraestrutura para viabilizar o retorno do camisa 10 à Vila Belmiro.

Nos bastidores, especialistas observam que a presença de um astro desse porte impacta diretamente em audiência, patrocínios e arrecadação. Estudo da consultoria Sports Value estima que um jogador de renome pode elevar em até 30% a receita operacional de um clube brasileiro.
No entanto, analistas alertam que a sustentabilidade financeira depende de gestão rigorosa e diversificação de receitas, fatores que já inibiram tentativas semelhantes em outras equipes do País.
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Crédito da imagem: Divulgação