FORTALEZA/CE – Na manhã de 13 de abril de 2026, um passeio à beira-mar virou tragédia quando o turista argentino Osvaldo Daniel, 72, sofreu um afogamento fatal no Aterro da Praia de Iracema, sob o olhar da esposa.
- Em resumo: vítima foi retirada da água em estado crítico e não resistiu apesar de 40 min de RCP.
Resgate durou 40 minutos, mas grau de afogamento era irreversível
Guarda-vidas do Posto 5 perceberam o idoso caído na parte rasa e iniciaram ventilação boca-boca e compressões torácicas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou em poucos minutos, reforçando o suporte com oxigênio.
Segundo o protocolo internacional, afogamentos classificados no grau 4 ou 5 possuem risco elevado de edema pulmonar e parada cardíaca. Ainda assim, as equipes insistiram até às 10h20, momento em que o óbito foi confirmado. O corpo foi mantido fora da maré e a Perícia Forense isolou a área.
“Tiramos ele da água, já estava com alguns traumas e um afogamento no grau 4 para 5. Fizemos RCP, mas infelizmente evoluiu para o grau 6”, declarou o inspetor M. Freitas, da Guarda Municipal.
Por que o Aterro é zona de risco para banhistas?
O trecho do Aterro concentra correntes de retorno que surpreendem até nadadores experientes. Dados da Atlas da Violência (IPEA) indicam que afogamentos representam 6% das mortes externas no Ceará, índice acima da média nacional.

Especialistas apontam que a combinação de fundo irregular, mudança repentina de maré e ausência de boias demarcatórias aumenta o perigo, sobretudo para turistas que desconhecem o comportamento do mar local. A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático estima que, no Brasil, mais de 7 mil pessoas perdem a vida afogadas a cada ano – quase 20 por dia.
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