WASHINGTON, D.C. – Em postagem recente na rede Truth Social, Donald Trump afirmou que “34 navios passaram pelo Estreito de Ormuz no domingo”, sublinhando o peso estratégico da rota marítima que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e que já foi palco de sucessivos choques entre Estados Unidos e Irã.
- Em resumo: Ex-presidente usa o número recorde para reforçar discurso de vigilância sobre a principal artéria do petróleo global.
Por que o Estreito de Ormuz é vital
Com apenas 33 km em seu ponto mais estreito, Ormuz responde por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado por via marítima, segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA. Qualquer variação no tráfego – seja por tensão militar ou bloqueio – impacta de imediato os preços internacionais da commodity.
No domingo citado por Trump, o fluxo de 34 embarcações sugeriria, na prática, um dia de trânsito intenso mesmo sob clima geopolítico conturbado. Para o republicano, o dado corrobora a necessidade de “presença forte” norte-americana na região.
“34 navios passaram pelo Estreito de Ormuz no domingo.” – Donald Trump, em postagem no Truth Social.
Contexto, riscos e impactos econômicos
A rota já sofreu interdições parciais em 2019, quando petroleiros foram atacados e o Irã ameaçou bloqueá-la. O episódio fez o barril do Brent saltar 4% em poucas horas. Analistas lembram que, se Ormuz fosse fechado por apenas dois dias, cerca de 7 milhões de barris deixariam de chegar aos mercados, pressionando inflação e câmbio em economias importadoras.

Além do petróleo, o estreito também é corredor para gás natural liquefeito (GNL) proveniente do Catar. Só em 2023, 23% do GNL mundial passou pelo canal, reforçando sua relevância energética. Moderna frota de drones iranianos e exercícios navais dos EUA mantêm o clima de incerteza constante, o que explica a ênfase de Trump em números que parecem, à primeira vista, meramente logísticos.
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