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BRASÍLIA – Em um movimento que pegou o plenário de surpresa, o ministro Luiz Fux alterou seu voto nos recursos dos réus do 8 de janeiro e passou a defender a absolvição de parte dos já condenados, travando, por ora, a consolidação da maioria pela permanência das sentenças.
- Em resumo: a mudança deixa o placar em aberto e pode revisar penas de até 17 anos já impostas pelo STF.
Como um voto virou o jogo no Supremo
Até a sessão mais recente, o placar virtual apontava vantagem de 5 × 3 pela manutenção das condenações. Com a guinada de Fux, falta agora um voto para formar maioria oposta – cenário que pode reescrever o destino judicial de dezenas de investigados. O ministro alegou “atipicidade parcial” das condutas para afastar crimes como golpe de Estado, pivotando sua posição inicial. A íntegra do novo entendimento foi anexada ao sistema processual do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ao menos 29 pessoas já receberam sentenças colegiadas que variam de 3 a 17 anos de prisão. A reversão parcial pode repercutir sobre esses casos e em mais de 1,3 mil denúncias ainda pendentes.
“Há manifesta inadequação típica quando se confunde vandalismo com tentativa real de usurpação de poder”, escreveu Fux em seu novo voto.
O que muda na prática para os réus e para o país
Especialistas em direito penal apontam que a reclassificação sugerida pelo ministro impacta diretamente o tempo de prisão e o regime inicial de cumprimento de pena. Uma eventual absolvição no crime de golpe de Estado, por exemplo, reduziria o máximo de reclusão de 17 para 8 anos, além de facilitar a progressão de regime.

No plano político, analistas lembram que o STF tem sido o principal fiador da responsabilização pelos ataques de 8 de janeiro. De acordo com levantamento do Senado Federal, os prejuízos ao patrimônio público superam R$ 9 milhões, valor que permanece em discussão para reparação civil.
O que você acha? A reversão parcial das condenações enfraquece ou reforça a credibilidade do STF? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação

