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BRUXELAS – A União Europeia acertou, em 13 de abril de 2026, dobrar a tarifa sobre lotes excedentes de aço importado para 50%, numa tentativa urgente de salvar empregos e recuperar a produção interna, hoje limitada a 65% da capacidade instalada.
- Em resumo: tarifa salta para 50% e mira cortar 45% do aço que chega ao bloco.
O que muda na prática
A sobretaxa, divulgada em transmissão da Band e confirmada pela agência Reuters, valerá para volumes superiores às cotas atuais. Segundo dados do Banco Central, o aço representa quase 4% do total das importações da zona do euro, cifra que superou €23 bilhões no ano passado.
Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan — principais fornecedores em 2025 — ficam no centro da nova barreira, que tenta frear a enxurrada de material barato após a imposição de tarifas semelhantes pelos Estados Unidos.
“Hoje, operamos com apenas 65% da capacidade. A meta é voltar a 80%”, afirmou um porta-voz da indústria siderúrgica europeia.
Por que a UE age agora
O bloco enfrenta sobreoferta global estimada em 440 milhões de toneladas, segundo a World Steel Association. Com a demanda doméstica desaquecida e concorrência asiática agressiva, 40 mil postos de trabalho estão sob risco direto, de acordo com o sindicato europeu Eurofer.

Especialistas lembram que tarifas são permitidas pela Organização Mundial do Comércio quando há “ameaça significativa” à indústria local. Nos bastidores, diplomatas temem retaliações de parceiros comerciais, o que pode encarecer cadeias dependentes de aço — de automóveis a eletrodomésticos.
O que você acha? A nova tarifa realmente protege a indústria ou só eleva preços ao consumidor? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Stephanie Lecocq/Reuters

