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BRA-DF | Câmara dos Deputados – Em sessão de sabatina realizada na Comissão de Finanças e Tributação, na última segunda-feira (13), sete parlamentares defenderam, em poucos minutos, porque merecem ocupar a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a aposentadoria de Aroldo Cedraz em fevereiro de 2026. A cadeira garante mandato vitalício até os 75 anos e remuneração bruta de R$ 41,650, o que explica a corrida ferrenha nos bastidores.
- Em resumo: escolha será feita nesta terça (14) pelo plenário; depois, Senado confirma ou veta o indicado.
Quem são os sete nomes na linha de frente
O Ceará está representado por Danilo Forte (PP), apoiado pela federação PSDB/Cidadania. Ele ressaltou sua experiência na relatoria do Orçamento Impositivo e o monitoramento das emendas parlamentares não pagas. Também concorrem Odair Cunha (PT-MG), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). De acordo com o TCU, o novo ministro terá poder de fiscalizar R$ 5,5 trilhões em gastos federais previstos no Orçamento de 2026.
A disputa é interna: só deputados podem votar, mas cada bancada faz pressão diferenciada. Quem obtiver maioria simples segue para a sabatina no Senado.
“Precisamos de um TCU mais integrado ao Congresso para evitar restos a pagar que sangram políticas públicas”, declarou Danilo Forte.
Por que a vaga importa para o contribuinte
Além do salário elevado, a Corte atua como “guardião” do erário: em 2025, o órgão recuperou R$ 24 bilhões aos cofres públicos. Especialistas lembram que a escolha de um ministro pelo Legislativo é oportunidade rara — em geral, o Executivo indica a maior parte das cadeiras desde a Constituição de 1988.

Para passar no Senado, o escolhido precisa de, no mínimo, 41 votos. Segundo levantamento da Consultoria Legislativa, 82% das indicações anteriores foram confirmadas sem rejeição, mostrando o peso do acordo político na etapa final.
O que você acha? O Congresso deveria adotar critérios técnicos mais rígidos para nomear ministros do TCU? Para acompanhar todas as movimentações em Brasília, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação

