- Prefeitos do Marrocos vão a Quixeramobim por merenda modelo
- Até 1º de maio, cearenses terão 3 feriados e chance de 11 dias off
- Sobral: PM fecha laboratório e apreende mais de 30 kg de drogas
- Zoológico de Fortaleza fecha por 48h após pico recorde de público
- Salário de R$ 41 mil acirra disputa por vaga no TCU na Câmara
Indio, Califórnia (EUA) – O set de Justin Bieber no Coachella, transmitido pela Band no último sábado (11), trocou pirotecnia por uma tela do YouTube e abriu um debate mundial sobre preparação de shows pop e privilégio masculino no topo dos line-ups.
- Em resumo: Com cachê estimado em US$ 10 milhões, Bieber transformou o palco em “karaokê” on-line por vários minutos.
- Fãs dividiram-se entre nostalgia e sensação de descaso com o posto de headliner.
Da carreira em covers ao momento “react” ao vivo
Bieber relembrou o início da carreira fazendo covers no YouTube: abriu o notebook, projetou a plataforma e soltou a voz sobre hits como “Baby” e “Beauty and the Beat”. A atitude remeteu às lives interativas que o cantor já faz, inclusive brincando com trechos em que comenta sua própria performance.
O problema, apontam críticos, foi o timing: headliners costumam aproveitar cada segundo do set para impressionar. Segundo a Variety, o festival confiou a ele o maior valor já pago a um artista masculino no evento.
“Teria sido incrível em um ensaio fechado; no palco principal, soou como se estivéssemos assistindo alguém zapeando em casa”, escreveu um comentarista nas redes.
Esforço versus expectativa: o recorte de gênero
A discussão extrapolou o festival. Dados do Pollstar mostram que apenas 30% da receita das 100 maiores turnês de 2025 vieram de artistas femininas, apesar de elas investirem mais em cenários e dança. Para especialistas, a cobrança desproporcional explica por que apresentações de Beyoncé ou Karol G raramente são acusadas de falta de empenho, enquanto homens são “perdoados” com facilidade.

O cachê de Justin, que supera o PIB anual de 37 cidades brasileiras, reforça a assimetria: recebe-se alto para entregar pouco? O festival ainda repetirá o show no próximo fim de semana, mantendo a polêmica viva.
O que você acha? Artistas masculinos deveriam ser cobrados no mesmo padrão das mulheres? Para mais debates sobre cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação

