São Paulo – Após garantir todas as autorizações regulatórias, a MBRF selou oficialmente a criação da Sadia Halal, joint venture com o fundo soberano da Arábia Saudita, passo que destrava a injeção imediata de US$ 2,07 bilhões em ativos da companhia brasileira.
- Em resumo: fundo saudita poderá chegar a 40% do capital da Sadia Halal antes do IPO.
Por que a aprovação era crucial
O sinal verde de órgãos concorrenciais finaliza um processo iniciado em 2023 e amplia a presença da MBRF no mercado halal, avaliado em US$ 1,27 trilhão, segundo relatório do Ministério da Agricultura. Sem o aval, a companhia corria o risco de perder participação num setor que cresce 7% ao ano.
Pelos termos firmados, a Halal Products Development Company (HPDC) terá, já no curto prazo, 20% da sociedade. A fatia pode dobrar para 40% até a oferta pública inicial de ações, prevista para ocorrer até o fim de 2025.
“A BRF, que é parte da brasileira MBRF, vai integrar a nova empresa, a Sadia Halal, por meio da contribuição de US$ 2,07 bilhões em ativos.”
Mercado halal: oportunidade e competição
O Brasil lidera as exportações globais de proteína halal. Dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira indicam que 1 em cada 5 frangos consumidos em países de maioria muçulmana sai de frigoríficos brasileiros. Só em 2023, as vendas de carne de frango certificada ultrapassaram 2,2 milhões de toneladas.

A nova estrutura societária garante acesso direto aos canais de distribuição sauditas e, ao mesmo tempo, alinha a MBRF às exigências locais de governança – condição cada vez mais cobrada por grandes fundos do Golfo Pérsico que buscam segurança jurídica e fornecimento regular.
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Crédito da imagem: Reuters/Rodolfo Buhrer