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Caucaia/CE – O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou sete integrantes de uma quadrilha que, segundo a acusação, sequestrou e executou o entregador Antônio Josué do Nascimento Oliveira, 24, após submetê-lo a um “tribunal do crime” no bairro Araturi, Região Metropolitana de Fortaleza.
- Em resumo: família pagou R$ 500 via Pix, mas a vítima foi morta e jogada em um riacho.
Como a emboscada aconteceu
O jovem saiu de Fortaleza para uma entrega por aplicativo em 20 de março. Ainda sobre a motocicleta, foi cercado por dois homens a mando de um terceiro, aponta o MPCE. Durante o sequestro, os criminosos exigiram o valor de R$ 500 para libertá-lo. O dinheiro foi transferido, mas ele permaneceu em cativeiro.
Interrogado, Antônio Josué teria sido “julgado” por supostamente morar em área dominada por facção rival ao PCC. Quatro dias depois, em 24 de março, o corpo apareceu a 300 m do ponto da abordagem.
“O valor foi transferido, mas não impediu o desfecho fatal.”
Facções e violência: o retrato local
Além de extorsão mediante sequestro com resultado morte — crime considerado hediondo pela Lei 8.072/1990 e com pena que pode chegar a 30 anos — os denunciados responderão por organização criminosa, tráfico de drogas e porte de arma de uso restrito. Cinco já estão presos; uma das mulheres foi flagrada com o celular da vítima.
Caucaia registrou taxa de 55,2 homicídios por 100 mil habitantes em 2022, segundo o Atlas da Violência, quase o dobro da média nacional. Especialistas associam o avanço de facções ao aumento desse indicador no Ceará.

Práticas como a do “tribunal do crime” têm se espalhado pelo país, multiplicando os casos de sequestro-relâmpago com cobrança via Pix. A Federação Brasileira de Bancos calcula que, somente em 2023, fraudes e extorsões usando pagamentos instantâneos cresceram 44% em comparação ao ano anterior.
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Crédito da imagem: Divulgação

