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IPAPORANGA, CE – Um homem de 66 anos, acusado de estuprar a enteada de 9 anos em Taguatinga (DF) entre 2014 e 2015, foi finalmente capturado na zona rural do município, após passar uma década refugiado na Europa.
- Em resumo: condenado preventivamente, ele vivia em Portugal desde 2016 e voltou ao Brasil em janeiro, sendo localizado nesta segunda-feira (13).
Como a polícia rastreou o fugitivo por uma década
Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Brasília, o então padrasto fugiu para Lisboa após prestar depoimento em 2016. Mesmo fora do país, o mandado de prisão preventiva continuou ativo, e os investigadores cruzaram movimentações migratórias, dados bancários e endereços em relatórios da Europol.
A virada ocorreu quando um alerta do sistema de imigração apontou a entrada do suspeito em Fortaleza, em 9 de janeiro de 2026. A partir daí, agentes da 3ª Seccional do Interior Norte mapearam visitas a parentes em Crateús e, com apoio de inteligência, cercaram a localidade de Serrinha, onde o foragido se escondia. Dados de 2023 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 66% dos autores de estupro de vulnerável têm laços familiares com a vítima, o que reforça a importância do monitoramento interestadual.
“O criminoso acreditava que o tempo e a distância apagariam o caso. A integração de informações foi decisiva para a prisão”, detalhou um investigador da Regional de Crateús.
Por que o caso repercute além do Ceará
Processos de violência sexual infantil podem prescrever em até 20 anos, mas a Lei 12.650/2012 interrompe esse prazo enquanto o réu estiver foragido. No DF, a pena para estupro de vulnerável varia de 8 a 15 anos, podendo dobrar quando há relação de guarda, como no caso do padrasto.

Relatório do Ministério da Justiça mostra que, somente em 2025, mais de 80 mandados de crimes sexuais contra menores foram cumpridos com cooperação internacional. A captura no interior cearense ilustra como pequenos municípios viram refúgio para condenados que retornam ao Brasil acreditando passar despercebidos.
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Crédito da imagem: Divulgação

