Rio de Janeiro (RJ) – Com apenas alguns convidados na plateia, o trio instrumental Trem de Três — formado por Jaques Morelenbaum, Marcelo Costa e Carlos Malta — transformará o estúdio Mega em set de filmagem no próximo 30 de abril, registrando ao vivo um repertório que homenageia Tom Jobim, Edu Lobo e outros gigantes da MPB.
- Em resumo: show fechado vira documentário exibido na Record e gera primeiro álbum oficial do trio.
Por que esse show é decisivo para o Trem de Três
O projeto, bancado pela Indie Records, será dirigido por Nando Chagas e marcará a consolidação do trio, criado em 2025 após estreia no Blue Note Rio. A gravação resultará em duas frentes: um álbum ao vivo e um documentário a ser veiculado em canal fechado, reforçando a tendência de registros audiovisuais de música brasileira que, segundo análise da Variety, movimenta milhões em licenciamento de catálogo.
No setlist, composições de Antonio Carlos Jobim (“O morro não tem vez”, “Surfboard”, “Retrato em branco e preto”) dividem espaço com clássicos de Edu Lobo (“Ponteio”, “Vento bravo”) e faixas icônicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Baden Powell, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti.
“O trio nasceu no palco; agora queremos eternizar essa vibração em disco e filme”, sintetiza Jaques Morelenbaum.
Contexto: o mercado por trás dos concertos filmados
Nos últimos cinco anos, o streaming empurrou a produção de shows-documentário: dados do IFPI 2024 indicam que a receita global com gravações audiovisuais cresceu 19 %. Nesse cenário, obras centradas em repertórios de alto valor cultural, como o legado de Jobim, tornam-se atrativas para plataformas que buscam conteúdo premium.

A escolha de um estúdio fechado — em vez de uma casa de shows — garante controle acústico e clima intimista, ingrediente que costuma elevar o engajamento em lançamentos digitais, conforme relatórios de performance de álbuns semelhantes.
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