Cearense citado em irregularidades no show de Roberto Carlos
Cearense citado em irregularidades no show de Roberto Carlos – O empresário Kleryston Pontes Silveira, atuante no mercado musical de Fortaleza, foi mencionado em proposta de delação premiada enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) que descreve suposto repasse de R$ 2,5 milhões para viabilizar a apresentação do cantor em Macapá, realizada em 28 de dezembro de 2024.
Segundo os documentos revelados pela revista Piauí, o valor teria sido pago pelo empresário paulista Roberto Leme, conhecido como “Beto Louco”, investigado por fraudes no setor de combustíveis, após reunião com o senador Davi Alcolumbre (União-AP) em Brasília.
Como o repasse teria ocorrido
A delação aponta que o montante foi dividido em duas parcelas de R$ 1,25 milhão, transferidas na véspera do show para contas de empresas indicadas por um intermediário de prenome Cleverson, ligado a Silveira. Após a confirmação dos depósitos, Leme teria comunicado o senador, que respondeu com mensagens de agradecimento.
Alcolumbre nega qualquer relação comercial com os empresários. Já Silveira afirma conhecer o político apenas em atividades profissionais e refuta participação na negociação. A PGR, citando o sigilo legal, não comenta tratativas de colaboração premiada. Para saber mais sobre investigações de fraudes financeiras, consulte a Polícia Civil do Ceará.
Investigação e contexto financeiro
O pagamento teria como contrapartida apoio político para reverter a suspensão das atividades da Copape, distribuidora de combustíveis controlada por Leme e paralisada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicam que crimes de estelionato movimentaram mais de R$ 2 bilhões no país em 2023, revelando a frequência de negociações suspeitas envolvendo grandes cifras.
No caso do Réveillon do Amapá, o governo estadual divulgou o evento como fruto de parcerias público-privadas, destacando atrações de peso como João Gomes, Alceu Valença e Alok. O show de Roberto Carlos foi o ponto alto da programação e atraiu milhares de turistas, gerando impacto positivo no comércio local. De acordo com levantamento do IBGE, a taxa de ocupação hoteleira em Macapá chegou a 78 % no período festivo – patamar 20 pontos acima da média anual.

Embora o retorno econômico seja apontado por autoridades estaduais, a origem dos recursos privados agora é questionada pelos investigadores, que analisam a cadeia de transferências bancárias e a eventual prática de lavagem de dinheiro.
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