Quixadá/CE - Uma força-tarefa da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Perícia Forense (Pefoce) e Enel encerrou, em 16 de maio, um esquema de furto de energia que abastecia ilegalmente três imóveis em bairros distintos da cidade, culminando na prisão de dois homens e uma mulher.
- Em resumo: “Gato” de energia foi detectado nos bairros Irajá, Loteamento Santa Clotilde e Planalto Universitário; trio foi autuado em flagrante.
Como a Operação TOI chegou aos suspeitos
Denúncias anônimas e autos de infração enviados pela concessionária deram origem à Operação TOI – sigla do Termo de Ocorrência e Inspeção. Técnicos da Enel mapearam os endereços e acompanharam os agentes até os locais, onde o desvio clandestino foi comprovado.
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, crimes patrimoniais como furtos de energia representaram quase 40% das ocorrências de fraudes registradas no país em 2023, mostrando que a prática continua lucrativa para quem arrisca a penalidade.
“Além do impacto financeiro, o furto de energia gera sobrecarga na rede e risco de incêndio para vizinhos”, salientou um perito da Pefoce durante a ação.
Consequências legais e prejuízo coletivo
O trio, com idades entre 33 e 37 anos, foi encaminhado à Delegacia Regional, onde respondeu por furto qualificado de energia (art. 155, §3º do Código Penal). A pena pode chegar a oito anos de reclusão, além de multa e ressarcimento à concessionária.
Segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica, as perdas provocadas por ligações clandestinas ultrapassam R$ 10 bilhões anuais no Brasil — valor suficiente para abastecer uma cidade de 6 milhões de habitantes por um ano inteiro. Esse rombo acaba embutido na conta de consumidores regulares, que pagam mais para cobrir o desfalque.
O que você acha? A pena atual é suficiente para coibir o furto de energia? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação