Protesto em Fortaleza critica PL da Dosimetria e anistia
Protesto em Fortaleza critica PL da Dosimetria e anistia – No domingo, 14 de dezembro de 2025, centenas de pessoas se reuniram na Praia de Iracema, em Fortaleza, para condenar o projeto de lei que reduz o tempo de prisão para condenados por tentativa de golpe de Estado.
Além de repudiar o PL da Dosimetria, os participantes também protestaram contra qualquer anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro, em Brasília.
Manifestação colorida à beira-mar
O ato começou por volta das 17h, no Espigão da Avenida Rui Barbosa, e seguiu animado por um trio elétrico e apresentações de Selvagens à Procura de Lei, Vanessa A Cantora e O Cheiro do Queijo.
Cartazes com frases como “Congresso inimigo do povo” e “Sem anistia” dominaram o cenário. Em coro, os manifestantes ainda entoaram a tradicional “vaia cearense” em direção ao Congresso Nacional.
O que prevê o PL da Dosimetria
Aprovado na Câmara, o texto determina que o crime de golpe de Estado absorva o de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além de permitir progressão para o regime semiaberto após um sexto da pena. Caso também passe no Senado, a medida poderia reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro de 27 anos e 3 meses para cerca de 2 anos e meio, segundo cálculos do relator Paulinho da Força.
Para especialistas em segurança democrática, mudanças na dosimetria repercutem diretamente na sensação de impunidade. Levantamento recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 68% dos brasileiros defendem punições mais rígidas para crimes contra as instituições.
Contexto nacional
Protestos semelhantes foram registrados em capitais como São Paulo, Recife e Porto Alegre. Em comum, os organizadores pedem celeridade nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal e veto a qualquer proposta que possa abrandar as punições dos réus dos atos antidemocráticos.

Em Fortaleza, representantes de entidades estudantis e sindicatos discursaram pedindo que senadores do Ceará votem contra o projeto, caso ele entre em pauta.
Com a proximidade do recesso parlamentar, a discussão sobre o PL deve ficar para fevereiro, mas o movimento promete manter mobilizações caso avance.
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Crédito da imagem: Divulgação
