PT pode abrir mão de vaga ao Senado para manter alianças no Ceará
PT pode abrir mão de vaga ao Senado para manter alianças no Ceará – Em entrevista divulgada pelo jornal O Globo em 15 de abril, o ministro da Educação, Camilo Santana, indicou que o Partido dos Trabalhadores estuda ceder uma das duas vagas ao Senado na chapa de 2026 para fortalecer a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará.
O ex-governador destacou que a prioridade é preservar o “arco de alianças” que reúne MDB, PSD, Republicanos e outras siglas, fundamentais para sustentar o projeto petista no estado.
Negociação passa por composição proporcional
Camilo relatou que líderes aliados buscam maior protagonismo na chapa majoritária porque já apoiam as candidaturas petistas à Presidência e ao Governo. “Poxa, vamos também dividir os espaços”, resumiu o ministro sobre as tratativas.
Em 2026 o Ceará elegerá dois senadores, conforme calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A hipótese em debate é reservar ao PT apenas uma candidatura, ou mesmo abrir mão de ambas, dependendo do avanço das conversas internas.
Cenário cearense e impacto nacional
Cada estado possui três cadeiras no Senado, renovadas alternadamente a cada quatro anos. Em 2022, Camilo Santana foi eleito senador, mas deixou o mandato para assumir o MEC, abrindo espaço para Augusta Brito (PT), que agora surge como possível nome à reeleição.
Com mais de 6,6 milhões de eleitores, segundo o IBGE, o Ceará é estratégico para a base governista no Congresso. Entre os cotados dos aliados estão Eunício Oliveira (MDB) e Domingos Filho (PSD), enquanto dentro do PT circulam os nomes de Augusta Brito e do deputado José Guimarães.

A definição deve ocorrer “na hora certa”, afirma Camilo, que pretende equilibrar força política e representatividade partidária para manter o bloco unido em 2026.
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