Trump promete liberar “arquivos secretos” de OVNIs em dias

WASHINGTON (EUA) – Em tom de suspense, o ex-presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (17) que documentos governamentais sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) passarão a ser públicos “nos próximos dias”, após uma revisão que, segundo ele, revelou “conteúdos relevantes”. O anúncio ocorreu durante um evento da organização conservadora Turning Point USA e reacende o debate sobre transparência e segurança nacional.

  • Em resumo: Trump promete abrir dossiê inédito de OVNIs, alegando que as informações são “relevantes” e chegarão ao público em breve.

Por que isso importa agora

Desde 2021, quando o Pentágono reconheceu oficialmente 144 relatórios de fenômenos aéreos não explicados, o tema deixou o campo do folclore para entrar na agenda de segurança. A fala de Trump pode acelerar uma onda de pedidos de liberdade de informação e pressões do Congresso, que já exige relatórios anuais sobre UAPs (o termo técnico para OVNIs).

Especialistas lembram que parte desses documentos permanece classificada por envolver sensores militares e estratégias de defesa. A promessa do ex-presidente, portanto, cria expectativa — e dúvidas — sobre até onde a divulgação poderá ir sem comprometer protocolos sigilosos.

“Segundo Trump, o material analisado traz informações que podem mudar a forma como o público encara o fenômeno.”

O que pode vir à tona

Fontes ligadas ao Departamento de Defesa apontam que relatórios recentes incluem vídeos captados por caças F-18 e registros de satélite que chamaram a atenção do All-domain Anomaly Resolution Office (AARO). Em 2022, esse escritório recebeu 510 novas notificações de pilotos e radares, triplicando os casos do ano anterior.

Para o historiador da ciência Geoffrey Landis, da NASA, a liberação de dados brutos — como velocidade, altitude e assinatura térmica — pode permitir análises independentes e reduzir teorias conspiratórias. Já analistas de inteligência alertam que países adversários poderiam decifrar capacidades de sensores se a “faxina” nos documentos não for rigorosa.

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Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva

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