Brasília-DF – Nas últimas duas décadas, o número mínimo de votos para garantir uma cadeira de deputado federal praticamente explodiu, pressionando partidos e candidatos a ampliar bases eleitorais e estratégias online.
- Em resumo: o quociente saltou de 150 mil em 2002 para até 215 mil em 2022 e pode subir mais em 2026.
Como o quociente disparou
O quociente eleitoral é obtido dividindo-se o total de votos válidos pelas 22 vagas disponíveis. Em 2010, por exemplo, o cálculo sobre 3.977.109 votos resultou em 181 mil. Já em 2022, com 4,6 milhões de votos válidos, a conta chegou a uma faixa entre 210 mil e 215 mil.
Os dados oficiais estão no repositório do Tribunal Superior Eleitoral, que confirma a tendência de crescimento sustentado desde 2002.
De 150 mil em 2002 para mais de 200 mil em 2018: a escalada é contínua e pressiona quem disputa mandato federal.
O que esperar para 2026
Especialistas projetam estabilidade alta, mas não descartam avanço de até 10% caso a participação do eleitor aumente. O IBGE estima que o eleitorado local ganhou mais de 1 milhão de pessoas desde 2010, fator que, aliado à redução da abstenção registrada pelo TSE em 2022, pode elevar ainda mais o quociente.
Outro ponto é a cláusula de desempenho, que força legendas a lançar menos candidaturas “figurativas”, concentrando votos em nomes competitivos. Se a pulverização diminuir, cada partido precisará de uma média ainda maior de sufrágios por vaga, reforçando a corrida por alianças.
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