Brasília/DF – A jabuticaba, joia roxa das quintais brasileiros, desceu do 2º para o 18º lugar no ranking 2026 do TasteAtlas, mas especialistas alertam: a perda de posição não diminui o impacto nutricional e econômico da fruta que já encantou o mundo.
- Em resumo: Nota 4,3/5 no TasteAtlas mantém a jabuticaba entre as 20 melhores, enquanto sua casca concentra antioxidantes raros.
Por que o mundo continua de olho na jabuticaba
Mesmo fora do pódio, a fruta mineira superou mais de 80 concorrentes globais graças à combinação de doçura, leve acidez e visual inconfundível. O portal norte-americano lista a curta vida pós-colheita – apenas quatro dias como um dos fatores que elevam seu valor no mercado.
Levando de 6 a 8 anos para frutificar, a Myrciaria jaboticaba desafia produtores, mas rende geleias, licores e sucos comerciais. Segundo levantamento da fruticultura do IBGE, cultivos perenes como a jabuticaba respondem por parcela crescente da renda agrícola no Sudeste.
“Consumir dez unidades por dia, com casca, reforça o sistema imunológico e ajuda a controlar o colesterol”, destaca Ana Carolina Chaves, pesquisadora da Embrapa.
Casca: o ‘laboratório’ de antioxidantes e fibra
Polpa doce à parte, é na pele escura que se escondem vitaminas C, grupo B, ferro, magnésio, potássio e a pectina – fibra que alimenta bactérias benéficas do intestino. Essa combinação ajuda a reduzir risco de diabetes tipo 2 e combate radicais livres.
Do ponto de vista ambiental, a curta validade explica por que a jabuticaba ainda aparece pouco nas exportações. Projetos de liofilização e polpa congelada, incentivados pela Lei 14.016/2020 de combate ao desperdício, buscam estender a oferta e gerar renda extra a pequenos produtores.
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