Pesquisa presidencial: Lula lidera; Ciro é 2º sem Bolsonaro
Pesquisa presidencial do Instituto Paraná, divulgada na última terça-feira (16), coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança em todos os cenários testados para 2026. O levantamento ouviu 1.508 eleitores entre 12 e 15 de dezembro, em 69 municípios, e traz margem de erro de 2,6 pontos percentuais, com 95% de confiança.
Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro é listado, Lula surge com 43,3% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro (22,2%) e por Ciro Gomes (19,3%). Sem Bolsonaro, Ciro passa a ocupar o segundo lugar em todos os recortes.
Cenários estimulados mostram vantagem estável
No quadro que substitui Jair Bolsonaro pelo senador Flávio Bolsonaro, Lula mantém 43,4%, enquanto Ciro anota 21,7%. Flávio fica em terceiro, com 16,8%. Em um terceiro teste, com o governador paulista Tarcísio de Freitas, Lula chega a 43,7%; Ciro cresce para 23,3%, e Tarcísio soma 13,1%.
Nos três recortes, nomes como Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Romeu Zema não superam 2%. Brancos, nulos e indecisos variam de 11,2% a 14,5%, índice considerado elevado pelo Tribunal Superior Eleitoral em análises sobre comportamento do eleitorado.
Cenário espontâneo revela potencial de crescimento
Na pergunta espontânea, em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado, Lula obtém 28,1%. Jair Bolsonaro aparece com 8,3%, seguido por Flávio Bolsonaro (3,2%), Ciro Gomes (2,5%) e Tarcísio de Freitas (1,3%). Quase metade dos consultados (49,1%) não soube ou preferiu não responder.
Especialistas em opinião pública destacam que percentuais de indecisão acima de 40% sinalizam espaço para movimentação de pré-candidatos, sobretudo em fases iniciais do ciclo eleitoral. Segundo dados históricos do TSE, a taxa de eleitores que decidem o voto apenas nos últimos 15 dias da campanha gira em torno de 30%.

Metodologia e representatividade
A amostra do Instituto Paraná foi estratificada para refletir distribuição por sexo, faixa etária, escolaridade e região. O número de entrevistas supera o mínimo recomendado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa para margens de erro inferiores a 3 pontos percentuais em universo eleitoral superior a 150 milhões de pessoas.
Os resultados reforçam a tendência de polarização, ainda que com novos protagonistas, e servem como termômetro preliminar para a construção de alianças partidárias e definição de estratégias de campanha.
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