Campo Grande/MS - Na última semana, um crime de vilipêndio de cadáver abalou moradores da capital sul-matogrossense: três homens foram presos por violar o túmulo de Vera Lúcia da Silva, 42, e praticar necrofilia poucas horas depois do sepultamento.
- Em resumo: suspeitos confessam invasão ao cemitério e ato sexual com o corpo, crime punível com até 3 anos de detenção.
Modus operandi revelado pela polícia
Segundo a Polícia Civil, o grupo entrou no cemitério durante a madrugada, arrombou a lápide recém-lacrada e retirou o caixão. Um dos envolvidos, detido primeiro, admitiu o abuso e indicou os comparsas, localizados em seguida.
O vilipêndio de cadáver está previsto no art. 212 do Código Penal, com pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa. Em todo o país, foram contabilizados 347 casos desse delito entre 2017 e 2022, de acordo com o Atlas da Violência 2023, o que reforça a raridade, mas não a exclusão total de ocorrências.
“Pratiquei por pouco tempo porque o corpo cheirava mal”, relatou um dos suspeitos, em depoimento registrado no boletim da Delegacia de Homicídios.
Contexto trágico e repercussões sociais
Vera Lúcia havia sido assassinada a tiros no domingo, 12 de abril, pelo ex-marido, que se suicidou logo após o feminicídio. A violação do túmulo, ainda no mesmo dia, revoltou familiares e a comunidade religiosa local.
Conforme a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do MS, 17 casos de vilipêndio foram registrados no Estado nos últimos cinco anos. Especialistas apontam que crimes de necrofilia estão associados a transtornos parafílicos severos e costumam chocar pela crueldade, elevando o sentimento de insegurança coletiva.
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