BRASÍLIA - O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado em 15 de maio ao Congresso confirma: a equipe econômica manterá a estratégia de elevar a arrecadação e podar benefícios fiscais para entregar superávit de R$ 73,2 bilhões em 2027, equivalente a 0,5% do PIB.
- Em resumo: corte de incentivos e novos impostos seguem na mesa para estabilizar a dívida pública.
Como o governo pretende bater a meta
O plano oficial lista a redução de renúncias que “não geram resultados econômicos e sociais esperados” e a Receita Federal já sinaliza novas rodadas de tributação progressiva.
Entre as medidas que já começaram a valer estão a taxação de fundos exclusivos, “offshores”, apostas esportivas e o aumento de alíquotas sobre combustíveis. O fim gradual de subsídios a eventos (Perse) e a reoneração da folha completam o pacote.
“No intuito de conter a evolução do endividamento público em relação ao PIB, o governo federal continuará adotando ações voltadas à recomposição das receitas.” — Trecho do PLDO 2027
Carga tributária recorde e consequências
A pressão arrecadatória já elevou a carga tributária brasileira para 32,4% do PIB em 2024, o maior patamar em 15 anos. Especialistas lembram que, em 2003, esse índice era de 29,7%, demonstrando crescimento constante.
Apesar da banda de tolerância que permitiria déficit de até R$ 29,1 bilhões, o Ministério da Fazenda aposta em resultado positivo de R$ 8 bilhões, excluindo parte dos precatórios. Caso a meta se confirme, será a primeira vez que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrará contas no azul.
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