Fortaleza/CE – Um jovem aluno, de identidade não divulgada, sofreu um mal súbito em plena sessão de exercícios e morreu na manhã de 22 de abril dentro de uma academia na Avenida Borges de Melo, bairro Parreão, gerando alerta imediato sobre protocolos de segurança em academias.
- Em resumo: vítima teve parada repentina; PM e Samu confirmaram óbito no local.
Como o incidente aconteceu
Testemunhas relataram que o praticante executava um exercício de força quando se desequilibrou e caiu. Funcionários acionaram a Polícia Militar para isolar a área e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que atestou a morte ainda na sala de musculação. A rede Maxforma comunicou luto e decidiu fechar a unidade nesta quarta-feira, orientando alunos a procurar outras filiais.
Casos de parada cardiorrespiratória durante atividade física representam cerca de 6% das mortes súbitas em locais públicos, segundo dados do Ministério da Saúde. A recomendação oficial é que estabelecimentos esportivos mantenham desfibrilador externo automático (DEA) e equipe treinada em suporte básico de vida.
“Nos solidarizamos com os familiares e amigos neste momento difícil e expressamos nossos mais sinceros sentimentos”, declarou a academia em nota oficial.
Riscos cardiovasculares escondidos em treinos intensos
Em 2025, o Conselho Federal de Educação Física registrou aumento de 18% na procura por treinos de alta intensidade, modalidade associada a picos de frequência cardíaca que podem desencadear arritmias em indivíduos com predisposição silenciosa. Especialistas da Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendam check-up anual para praticantes regulares, especialmente homens entre 20 e 40 anos, faixa responsável por 70% dos atendimentos de urgência em academias.
Além do exame clínico, a Lei nº 12.653/2012 obriga espaços com grande circulação a possuir DEA, mas a fiscalização é considerada falha. Entidades de consumo ressaltam que o aluno pode exigir a apresentação do alvará sanitário e do responsável técnico antes de assinar contrato.
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