PEQUIM - Em meio aos flashes do Salão do Automóvel, a CEO da BYD nas Américas, Stella Li, quebrou o protocolo ao reconhecer que a montadora chinesa mantém tratativas iniciais para ingressar na Fórmula 1, sacudindo um mercado que já se prepara para as novas regras de 2026.
- Em resumo: BYD confirma conversas com a F1, mas diz que decisão final depende de alinhamento estratégico global.
Por que a BYD mira a elite da velocidade?
Com crescimento de 62% nas exportações em 2023, segundo dados da Anfavea, a gigante chinesa busca vitrines globais para consolidar sua imagem de alta tecnologia — e a F1, que gera mais de US$ 2,5 bilhões em receita anual, é o palco perfeito.
Além disso, a Federação Internacional de Automobilismo abriu consulta para possíveis novas equipes após 2026, mesma janela em que Audi e Porsche já confirmaram projetos, elevando o interesse de investidores asiáticos.
“Nós estamos muito interessados no automobilismo. Temos ótima relação com a liderança da Fórmula 1 e estamos explorando como a BYD pode se encaixar nisso. Então, é uma resposta de sim e não”, declarou Stella Li.
Contexto: expansão do grid e efeito dominó
A última vaga oficial na F1 foi concedida à norte-americana Andretti, mas ainda depende de aval comercial da categoria. Caso a BYD entre na fila, será a primeira fabricante chinesa a pleitear um lugar no campeonato, algo impensável há uma década.
Para especialistas, a chegada de uma montadora focada em carros elétricos pode acelerar a adoção de combustíveis sustentáveis, tema que ganhou força com o regulamento que prevê motores híbridos de 50% energia elétrica a partir de 2026.
O que você acha? A presença de uma marca chinesa mudaria o equilíbrio de forças na F1? Para mais análises sobre o setor automotivo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação