Nem da Gerusa foge de presídio de segurança na Bolívia

Nem da Gerusa foge de presídio de segurança na Bolívia

Nem da Gerusa foge de presídio de segurança na Bolívia – Na madrugada de quarta-feira (17 de dezembro), o cearense Jangledson de Oliveira, conhecido como “Nem da Gerusa”, e o gaúcho Oscar Júnior Terra Dias escaparam do presídio San Pedro de Chonchoro, no município de Viacha, região metropolitana de La Paz.

A dupla, que havia sido capturada em novembro na fronteira entre Bolívia e Rondônia, é investigada por vários homicídios e roubos no Ceará e mantinha ligações com facções criminosas brasileiras.

Como ocorreu a fuga

Segundo a Polícia Boliviana, os detentos deixaram a cela por volta de 3h30, utilizando ferramentas artesanais para violar trancas internas e alcançar o pátio externo.

Os agentes perceberam a ausência apenas na conferência matinal. Equipes das forças de segurança da Bolívia e do Brasil montaram barreiras nas rotas que ligam La Paz à fronteira, enquanto alertas internacionais de captura foram renovados.

Histórico criminal e impacto no Ceará

“Nem da Gerusa”, 37 anos, é apontado pela Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS) como mandante de execuções em Maracanaú, Itarema, Eusébio e Aquiraz. Entre os casos, está o assassinato do subtenente da reserva Francisco Luciano Ferreira Gadelha, em 2017, e o duplo homicídio de Sheldon Luiz de Castro Ângelo e Leidiane de Sousa Vieira, em 2020.

O criminoso já havia fugido em 2016 de um presídio em Natal (RN) e, segundo as investigações, passou por Venezuela e Rio de Janeiro antes de se estabelecer na fronteira boliviana para facilitar o tráfico internacional de drogas.

Dados do Atlas da Violência 2023 mostram que o Ceará registrou taxa de 43,6 homicídios por 100 mil habitantes, acima da média nacional. A atuação de facções interestaduais, como a que Nem integra, é apontada por especialistas como um dos fatores para esses índices.

Medidas de busca e cooperação internacional

A Polícia Federal brasileira oferece suporte técnico às autoridades bolivianas para rastrear a dupla. Mandados de prisão ativos via Interpol ampliam o alcance da caçada, que agora envolve unidades de inteligência dos dois países.

Quem tiver informações pode acionar os canais 181 (Disque-Denúncia) no Brasil ou 110 na Bolívia. O sigilo é garantido.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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