Madrid, Espanha – A polonesa Iga Swiatek, número 4 do mundo e campeã do WTA 1000 local em 2024, retirou-se na terceira rodada do torneio, virando o chaveamento de cabeça para baixo e reacendendo discussões sobre a sobrecarga física no circuito feminino.
- Em resumo: Swiatek abandonou quando perdia o set decisivo para a norte-americana Ann Li, que agora encara Leylah Fernandez.
Entenda por que a nº 4 do mundo parou
A partida seguia equilibrada: Li venceu o tie-break inicial (7-6 [4]), Swiatek reagiu (6-2) e, já no 3-0 para a norte-americana, a polonesa pediu atendimento médico. Após aferição de sinais vitais, decidiu encerrar o confronto. O regulamento da WTA permite retirada a qualquer momento, mas a cena causou apreensão na Caja Mágica.
Fontes próximas informam que Swiatek sentiu tonturas, embora sua equipe não confirme diagnóstico. A atleta, dona de quatro títulos de Grand Slam, vinha de maratona de 11 jogos em quatro semanas, incluindo a campanha até a final em Stuttgart.
Li vencia por 7-6(4), 2-6 e 3-0 quando Swiatek optou por desistir, após atendimento médico em quadra.
Calendário lotado e impacto no ranking
Com a desistência, Swiatek perde 900 pontos em relação ao título do ano passado. Ainda assim, permanece confortável no Top 5, mas vê a compatriota Mirra Andreeva — única Top 10 viva na chave — ameaçar sua colocação se chegar à final.
O caso reforça o debate sobre o calendário apertado. Segundo o Guia de Saúde da WTA, as atletas percorrem em média 38 mil quilômetros por temporada, disputando até 25 eventos oficiais. Especialistas alertam que cargas superiores a 35 semanas de competição aumentam em 20 % o risco de lesões musculares.
Para Ann Li, 33.ª do ranking, a vitória representa seu primeiro quartas de final em um WTA 1000. Ela encara Leylah Fernandez por vaga inédita na semi, em parte beneficiada pelo vácuo deixado pela campeã.
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