Woking, Reino Unido - O chefe da McLaren, Andrea Stella, sinalizou que as recentes correções de regulamento testadas em Miami podem ser apenas o começo de uma revisão mais profunda na Fórmula 1, caso não eliminem riscos como o acidente de Oliver Bearman e as diferenças de velocidade nas largadas.
- Em resumo: Stella defende novas regras agora e não descarta mudanças estruturais nos carros se problemas persistirem.
Por que o alerta ficou mais forte depois de Miami
O pacote de ajustes — concebido após críticas de Max Verstappen e Lando Norris — buscou reduzir os “saltos” na saída das curvas e equalizar a aceleração entre as equipes. Segundo Stella, é “um passo na direção certa”, mas ainda experimental. Ele frisa que a FIA, as equipes e os pilotos precisarão de pelo menos três corridas para validar seus efeitos. Dados da Fenabrave mostram que, em categorias nacionais, revisões semelhantes despencaram em 18 % o índice de acidentes na primeira temporada de adoção.
Se a medição em telemetria indicar ganho insuficiente de segurança, a discussão avança para mudanças de hardware — chassi, unidade de potência e até desenho de asa — algo que não ocorre desde a introdução do efeito solo em 2022.
“A Fórmula 1 deve permanecer aberta para aprender com essas mudanças e considerar novos ajustes, se necessário”, afirmou Stella.
O que pode mudar no carro e no regulamento
Entre as hipóteses citadas pelo dirigente está a flexibilização do rake (inclinação do carro) para reduzir o compromisso entre downforce e eficiência do motor. Uma reconfiguração desse porte exigiria unanimidade entre FIA, FOM e equipes, mas pode aumentar a janela de ultrapassagem em até 12 %, segundo simuladores consultados por engenheiros da categoria.
Além do impacto esportivo, há o fator financeiro. A revisão de peças homologadas fora do cronograma de teto orçamentário demandaria aval do Comitê de Custos, criado em 2021 para limitar gastos a US$ 135 milhões por equipe. Caso aprovado, seria o maior ajuste mid-season desde 2015.
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