MADRID, ESPANHA - O brasileiro João Fonseca, de 17 anos, confessou que o nervosismo foi determinante na derrota para o espanhol Rafa Jódar, na terceira rodada do Madrid Open, e assegurou que vai corrigir a própria postura em quadra para evitar novos tropeços.
- Em resumo: Fonseca perdeu no 3º set, culpou a instabilidade emocional e prometeu ajustes imediatos na atitude competitiva.
Bastidores da derrota: tensão do primeiro ao último ponto
No set inicial, o carioca devolveu um break, mas desperdiçou três bolas decisivas no tie-break. Ele mesmo admitiu que a pressão mental falou mais alto: “Não consegui gerir o nervosismo da melhor forma”. A International Tennis Federation lista o autocontrole como um dos pilares de performance em torneios juvenis; os manuais técnicos da entidade apontam que atletas sub-18 convivem com variações emocionais mais bruscas do que os profissionais.
Fonseca reagiu no segundo set, porém, após falhas simples no início do terceiro, cedeu espaço a Jódar. O espanhol, um ano mais novo, avançou aos oitavos de final.
“A minha postura em campo tem de ser melhor, é algo que tenho de trabalhar”, reconheceu Fonseca logo após deixar a quadra.
Postura em quadra: impacto direto no ranking e na imagem
Especialistas em psicologia esportiva ressaltam que gestos de frustração aumentam a sensação de confiança do adversário e podem custar pontos preciosos. No ranking júnior, cada fase alcançada em Masters 1000 como o de Madrid vale até 80 pontos, diferença que, em muitos casos, decide vagas para Grand Slams.
Além disso, patrocinadores monitoram comportamento tanto quanto resultados. Em 2023, a ATP elevou em 15% as multas por conduta antidesportiva, reforçando a importância de um perfil mental sólido para quem aspira ser a próxima grande promessa brasileira.
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