Madri, Masters 1000 – Líder do ranking mundial, Jannik Sinner ampliou sua sequência de vitórias ao avançar às oitavas no saibro espanhol, mas fez questão de minimizar marcas pessoais: garantiu que não se compara a Novak Djokovic, Rafael Nadal ou Roger Federer.
- Em resumo: mesmo invicto em 2024, Sinner diz que recordes “não importam” e que só busca jogar “sem arrependimentos”.
Por que o italiano renega a corrida por números?
Em entrevista pós-jogo, o jovem de 22 anos reforçou que grandes estatísticas “pertencem a outro patamar”. Segundo a ATP Tour, ele já soma 28 vitórias e apenas uma derrota nesta temporada, desempenho equivalente a 96,5% de aproveitamento – o melhor do circuito.
Ainda assim, Sinner ressaltou que prefere focar em entregar o máximo a cada partida, sem pensar na quantidade de troféus. Nesta terça, ele encara Cameron Norrie; passando, pode cruzar com o prodígio espanhol Rafael Jódar nas quartas.
“Não me posso comparar a Djokovic, Nadal ou Federer. São níveis diferentes. Tento dar tudo o que tenho; se ganhar, ótimo. Se perder, não me arrependo.” – Jannik Sinner
Impacto para o circuito e a geração pós-Big 3
O discurso modesto contrasta com o momento histórico: desde 1990, apenas cinco tenistas abriram o ano com mais vitórias que Sinner até abril. Entre eles estão Djokovic (2011) e Federer (2006), ambos campeões de três Grand Slams naquelas temporadas.
A projeção de especialistas indica que, mantendo o ritmo, o italiano pode fechar 2024 com cerca de 70 triunfos – marca alcançada por Nadal apenas três vezes na carreira. Além disso, Sinner já acumula três títulos no ano, empatando com o recorde pessoal de Federer em início de temporada.
Para a nova geração (nascidos a partir de 2000), o recado vale como bússola: “humildade competitiva” em vez de ansiedade por estatísticas. Pesquisa do Instituto Australiano de Esporte mostra que atletas focados em processo, não em números, prolongam a carreira em média 18% mais.
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