Caja Mágica, Madri – Um duelo que já estava eletrizante terminou em verdadeiro tumulto quando o francês Jeremy Chardy, hoje técnico de Ugo Humbert, encurralou o árbitro Alexandre Robein no túnel rumo aos vestiários, indignado com a ausência de punição a Terence Atmane por atendimento a câimbras. A Associação de Tenistas Profissionais (ATP) confirmou que avalia as imagens para decidir se aplicará sanções disciplinares.
- Em resumo: Confronto no túnel + queixa sobre câimbras = inquérito formal da ATP.
Por que as câimbras viraram caso de polícia do tênis
Pelas regras de conduta da ATP, o atleta pode receber tempo médico, mas atrasos reiterados devem resultar em warning ou perda de ponto. Chardy alega que Atmane teria ultrapassado o limite sem ser advertido, influenciando o placar de 7/6 e 6/7.
O árbitro sueco Mohamed Lahyani, famoso por controlar conflitos em quadra, precisou intervir para separar treinador e oficial, evitando que a discussão escalasse.
“Ele ficou quase dois minutos parado e nada aconteceu”, reclamou Chardy, segundo o diário francês L’Équipe.
Entenda o impacto: multa, pontos e reputação
De acordo com o Código de Conduta, treinadores podem ser multados em até US$ 5 mil por comportamento antidesportivo, enquanto jogadores acumulam infrações que podem somar 200 pontos de penalidade ao longo da temporada.
Casos semelhantes já custaram caro: Nick Kyrgios pagou US$ 113 mil em 2019 por insultar árbitros. Se a ATP concluir que houve omissão, Robein pode ser afastado temporariamente, medida rara — a última suspensão de umpire em Masters 1000 ocorreu em 2016.
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