Hinwil/Suíça - A revelação de que Colton Herta superou virtuais de Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi no simulador da Sauber reacendeu, nesta semana, o debate sobre a chegada de um piloto norte-americano ao grid da Fórmula 1.
- Em resumo: Herta cravou tempo mais veloz que Räikkönen no teste de 2021 e ainda sonha com chance real na categoria.
Testes secretos que ganharam voz
O treino aconteceu quando Michael Andretti negociava a compra da equipe e levou Herta à fábrica em Hinwil. Após poucas voltas, o jovem de 24 anos registrou marcas melhores que as de Räikkönen, campeão mundial de 2007, e de Giovinazzi, então titular da escuderia.
Embora desempenho em simulador não garanta vaga, equipes usam esses números como filtro inicial para programas de desenvolvimento. Segundo relatório da Anfavea, a adoção de alta tecnologia em competições acelera inovações que chegam aos carros de rua, reforçando o interesse de montadoras em talentos capazes de otimizar dados.
“É legal dizer que fui mais rápido que eles no simulador, mas isso só conta se eu repetir na pista”, afirmou Herta ao podcast Beyond the Grid.
O que falta para o americano estrear?
Além do aval financeiro — estimado em até US$ 8 milhões para um teste oficial de pré-temporada — Herta precisa dos 40 pontos de superlicença exigidos pela FIA. Hoje ele soma 32, obtidos na IndyCar, e terá de terminar a próxima temporada entre os três primeiros para atingir a cota.
Desde 2015, apenas Alexander Rossi representou os Estados Unidos em corridas de F1; último titular fixo foi Scott Speed, em 2007. A entrada de Herta, portanto, quebraria um jejum de quase duas décadas e atenderia ao interesse comercial de um mercado que responde por cerca de 20% da audiência global da categoria, de acordo com dados da Liberty Media.
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