Woking, Reino Unido - A temporada 2026 da Fórmula 1 ganhou um tempero extra: Lando Norris vê na guerra particular entre George Russell e Kimi Antonelli, ambos da Mercedes, a fresta que pode levar a McLaren de volta ao topo do campeonato.
- Em resumo: Norris aposta que a divisão de pontos dentro da Mercedes vai reabrir a corrida pelo título mundial.
Por que a disputa interna da Mercedes interessa à McLaren
Com três vitórias consecutivas, a Mercedes lidera confortavelmente pilotos e construtores, mas a alternância entre Russell e Antonelli pode custar pontos cruciais. Foi exatamente esse “fogo amigo” que, em 2016, abriu espaço para a Red Bull ameaçar a equipe alemã nas etapas finais — histórico que a McLaren monitora de perto.
Segundo dados da Anfavea, o investimento em tecnologia de propulsão híbrida cresceu 23 % nos últimos cinco anos, reflexo direto da evolução puxada pela F1. Esse salto técnico nivela equipes médias que conseguem absorver know-how de fornecedores compartilhados, caso da McLaren com sua unidade de potência Mercedes.
“Quanto mais eles brigarem, melhor para nós”, afirmou Norris, confiante de que o duelo interno impactará diretamente a tabela ao longo do ano.
Evolução recente e o fator Japão
A McLaren iniciou 2026 atrás no pelotão, mas a atualização aerodinâmica estreada no GP do Japão reduziu em 0,3 s a volta de Norris, colocando o MCL40 na zona de pódio. Se a tendência continuar, bastará capitalizar sobre eventuais erros estratégicos da Mercedes — algo comum quando dois pilotos disputam centésimos entre si.
Outro ponto a favor dos ingleses é a consistência de Oscar Piastri: a dupla soma pontos em todas as corridas, cenário parecido com o da própria Mercedes em 2014, quando dominou graças à regularidade. Desta vez, porém, qualquer ponto perdido no duelo interno pode custar caro diante de uma McLaren em crescimento.
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