Feminicídios no Ceará já somam 44 casos em 2025
Feminicídios no Ceará já somam 44 casos em 2025 – Até 12 de dezembro, o estado registrou 44 mortes de mulheres motivadas por gênero, maior marca desde que o dado passou a ser divulgado pela Secretaria da Segurança Pública em 2018.
O volume supera em 7,3% todo o ano de 2024, quando 41 vítimas foram contabilizadas. Fontes da área de segurança relatam que o total pode chegar a 50 até a metade de dezembro.
Perfil das vítimas e dos crimes
Segundo a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), a maioria das vítimas tinha entre 24 e 29 anos. A arma branca foi o meio mais utilizado, seguida por arma de fogo.
Entre os casos recentes, estão a psicóloga Karine Gonçalves, 39, morta em Missão Velha; a policial militar Larissa Gomes, 26, assassinada pelo companheiro em Eusébio; e a vendedora Jhessilane Silva, 24, atacada a facadas em Maranguape.
Investigações e prisões
Entre janeiro e novembro, 68 suspeitos foram presos — aumento de 41,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As capturas incluem flagrantes e mandados judiciais.
No mesmo intervalo, 24.436 denúncias com base na Lei Maria da Penha resultaram em 3.580 prisões em flagrante. Os dados reforçam tendência nacional: levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que o Brasil registrou média de um feminicídio a cada seis horas em 2022.
Medidas de proteção e ampliação da rede
Para conter a escalada, o governo estadual anunciou a construção de três novas Casas da Mulher Cearense no interior, totalizando dez unidades. Atualmente, o Ceará dispõe de mais de 60 equipamentos de apoio, incluindo duas Casas da Mulher Brasileira em Fortaleza e 11 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs).

Esses espaços oferecem atendimento psicossocial, registro de boletins de ocorrência e solicitação de medidas protetivas em um só local, reduzindo o risco de revitimização.
Como denunciar a violência
Casos de ameaça ou agressão podem ser comunicados pelos telefones 190 (Ciops), 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 181 (Disque-Denúncia), além do WhatsApp (85) 3101-0181.
Especialistas lembram que o feminicídio costuma ser o estágio final de uma cadeia de agressões físicas, psicológicas e patrimoniais. Por isso, qualquer indicativo de violência deve ser denunciado imediatamente.
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Crédito da imagem: Divulgação
