FIA – O órgão regulador da Fórmula 1 avisou que, já a partir do GP de Miami, qualquer equipe que tentar “driblar” o novo sistema eletrônico de largada será investigada e punida, num esforço para evitar arrancadas perigosas e disputas desequilibradas.
- Em resumo: detector de baixa aceleração acionará o MGU-K; uso indevido renderá sanções esportivas.
Como funciona o escudo eletrônico
O software desenvolvido pela FIA mede a aceleração imediatamente após a liberação da embreagem. Se detectar perda brusca de tração, aciona automaticamente o MGU-K para garantir velocidade mínima e ativa luzes piscantes de alerta para quem vem atrás. De acordo com nota oficial do órgão, o recurso apenas transforma “uma péssima largada em uma ruim”, sem oferecer vantagem legítima.
O objetivo é reduzir situações de risco causadas pelas atuais unidades híbridas, cujo torque irregular já provocou sustos em grid lotado nesta temporada.
“Se percebermos que alguém encontrou uma forma de tirar vantagem, vamos intervir”, reforçou Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA.
Por que a punição preocupa as equipes
Segundo o Código Esportivo Internacional, infrações no procedimento de largada podem resultar em tempo extra, passagem pelos boxes ou até desclassificação. Na era híbrida, perder posições no início costuma custar, em média, 10 segundos por volta em tráfego – diferença difícil de recuperar em circuitos de rua como Miami.
Ataques eletrônicos ao regulamento não são novidade: em 2015, a Mercedes foi advertida por mapas de torque suspeitos, enquanto em 2020 a Racing Point perdeu 15 pontos por copiar dutos de freio. O alerta, portanto, mira prevenir um novo precedente técnico antes que o campeonato esquente. Dados da Anfavea indicam que a indústria de powertrains híbridos investiu US$ 4 bi em pesquisa somente no último biênio, gerando pressão por qualquer milésimo adicional na pista.
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