Milton Keynes, Reino Unido – A turbulenta temporada de 2026 da Red Bull colocou Max Verstappen na rara posição de cogitar abandonar a equipe que o levou a quatro títulos mundiais, movimento que pode bagunçar todo o xadrez do grid.
- Em resumo: Brundle diz que, sem vagas nas rivais, Verstappen fica “preso” em meio à pior fase da Red Bull desde 2014.
Por que o campeão vê portas fechadas
Mesmo com contrato longo, o holandês já comparou as novas regras de 2026 a “Mario Kart” e chamou o RB22 de “inumano de guiar”. Os resultados confirmam o descontentamento: nono lugar no Mundial de Pilotos e 119 pontos atrás da líder Mercedes, segundo dados oficiais da Fórmula 1.
Internamente, Verstappen perdeu dois pilares: Helmut Marko saiu, e o engenheiro Gianpiero Lambiase migrará para a McLaren em 2028. Sem estrutura técnica confiável, cresce o risco de ruptura contratual.
“Não é tão simples para o Max pular fora agora. Mercedes, McLaren e Ferrari já estão completas”, alertou Martin Brundle na Sky Sports.
Impacto no mercado e números da crise
Se Verstappen realmente sair, a Red Bull abriria a maior vaga do grid desde a transferência de Lewis Hamilton para a Ferrari. O efeito dominó envolve cláusulas milionárias: em 2023, a consultoria Forbes estimou o contrato de Verstappen em US$ 55 milhões anuais, valor que poucas equipes suportam.
Historicamente, a Red Bull não ficava fora do top-3 de construtores havia 11 temporadas. O último colapso parecido ocorreu em 2014, quando a equipe somou apenas 405 pontos ante 701 da campeã Mercedes, mostram estatísticas da FIA.
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