Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) – O embate jurídico entre Nicholas Meregali e a família Galvão ganhou novos contornos depois que Melqui Galvão, pai e treinador de Mica Galvão, foi detido sob suspeita de crimes sexuais contra menores. O astro do UFC BJJ voltou às redes para afirmar que o episódio “prova” acusações antigas e que o suposto doping de Mica, discutido em 2023 no TJRS, seria “pequeno” diante das novas denúncias.
- Em resumo: Meregali diz ter sido processado por “dizer a verdade” e alega que uma testemunha sua foi ameaçada de morte.
Acusações reacendem disputa pública
Em postagem recente, o gaúcho ironizou a imagem cristã cultivada pelos manauaras e afirmou que os “reis da humildade” escondem condutas graves. A fala veio à tona poucas horas depois da notícia da prisão de Melqui, investigado por abuso de adolescentes – caso que chocou a comunidade do jiu-jitsu.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 74.930 estupros em 2022, número que mantém o país entre os que mais notificam violência sexual no mundo.
“Tomar anabolizante aos 12 anos é coisa pequena… esse tipo de gente faz e fez coisa muito pior”, disparou Nicholas Meregali em seu perfil.
Entenda o processo e o impacto na carreira
Em 2023, Mica Galvão acionou a Justiça por danos morais, alegando que Meregali manchou sua honra ao sugerir uso de anabolizantes na adolescência. Paralelamente, Melqui também processou o gaúcho por ofensas em podcasts. Com a prisão do treinador, advogados de Meregali avaliam usar o novo fato para reforçar a tese de “denúncia de interesse público”.
Especialistas lembram que atletas pegos em doping costumam enfrentar suspensões de até quatro anos, mas crimes sexuais podem levar a penas de prisão que ultrapassam 15 anos, de acordo com o artigo 217-A do Código Penal.
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