Brasileira morta em Portugal: quem era Lucinete Freitas
Brasileira morta em Portugal: quem era Lucinete Freitas – A cearense Lucinete Freitas, de 55 anos, foi encontrada sem vida em uma zona de mata na região metropolitana de Lisboa, após desaparecer em 5 de dezembro, segundo a Polícia Judiciária portuguesa.
Natural de Aracoiaba, no interior do Ceará, ela havia se mudado para Portugal há cerca de sete meses para trabalhar como babá e preparar a chegada do marido e do filho prevista para 2026.
Como ocorreu o crime
Lucinete morava sozinha em um quarto na cidade de Amadora. O último contato com a família ocorreu às 19h30 (horário de Brasília) de 5 de dezembro, quando avisou que viajaria para o Algarve com uma amiga.
Sua ausência foi percebida no dia seguinte, quando não compareceu à visita de um apartamento que pretendia alugar. Na sexta-feira (19), a polícia prendeu uma brasileira de 43 anos, suspeita de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Investigação e contexto
As autoridades portuguesas ainda não divulgaram a motivação do crime. O marido, Teodoro Júnior, relatou que não conhece a suposta amiga citada por Lucinete e acionou a Embaixada do Brasil para acompanhar o caso.
Homicídios de mulheres brasileiras no exterior, embora raros, chamam atenção pela brutalidade. Em 2022, o Atlas da Violência registrou 3,8 mortes violentas de mulheres por 100 mil habitantes no Brasil, índice que reforça a necessidade de proteção a migrantes em situação vulnerável.
Brasileiros em Portugal
Portugal abriga a maior comunidade brasileira na União Europeia, com mais de 250 mil residentes regulares, segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). A busca por emprego, segurança e reunificação familiar são os principais motivos da mudança.

No entanto, especialistas alertam para riscos ligados ao isolamento e à informalidade no mercado de trabalho doméstico, atividades comuns entre recém-chegados.
Enquanto a investigação avança, a família de Lucinete aguarda a liberação do corpo para translado e pede celeridade às autoridades lusitanas.
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Crédito da imagem: Divulgação
