STF mantém prisão de Wellington Macedo por atentado
Prisão de Wellington Macedo — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter detido o jornalista cearense apontado como um dos responsáveis pela tentativa de explosão no Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal de 2022.
A decisão, publicada na sexta-feira (18 de agosto), afirma que persistem os motivos que levaram à custódia preventiva, entre eles o descumprimento de medidas cautelares e a fuga do acusado.
Por que o STF decidiu manter a detenção
Moraes registrou que Macedo violou a prisão domiciliar, não foi encontrado em casa e ainda divulgou vídeos pedindo ajuda financeira para continuar foragido. Para o ministro, a conduta demonstra risco à ordem pública e insuficiência de medidas menos gravosas.
O magistrado ressaltou que o jornalista já havia sido alertado pela Corte sobre a necessidade de cumprir as determinações judiciais. Como a advertência foi ignorada, a prisão preventiva foi considerada “imprescindível” para garantir a aplicação da lei.
Relembre o caso e seus desdobramentos
Macedo é réu ao lado do empresário George Washington de Oliveira Sousa e de Alan Diego dos Santos Rodrigues. Os três já foram condenados em primeira instância pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) pelos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo.
Segundo levantamento do Atlas da Violência, o uso de artefatos explosivos em crimes de ameaça ao Estado aumentou 23 % entre 2018 e 2022, o que reforça a gravidade do episódio investigado.

Parte do processo foi remetida ao STF por envolver delitos contra a ordem constitucional. A Corte ainda julgará recursos apresentados pelas defesas dos réus, mas não há prazo definido para o desfecho.
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