Milton Keynes, Reino Unido – Red Bull Racing – Recém-promovido à equipe principal, o francês Isack Hadjar, 21, confessou que hesitou antes de assinar o contrato que o coloca lado a lado com Max Verstappen na temporada 2026 da Fórmula 1, ciente do histórico implacável do tetracampeão contra antigos companheiros.
- Em resumo: Hadjar teme repetir derrotas internas sofridas por Gasly, Albon e Pérez, mas aposta no novo regulamento de 2026 para nivelar forças.
Por que dividir o box com Verstappen assusta
Desde 2018, nenhum piloto conseguiu superar Verstappen em ritmo de corrida dentro da Red Bull. Pierre Gasly durou 12 GPs; Alexander Albon sofreu média de +0,5 s por volta; Sergio Pérez venceu apenas 8 das 86 corridas em que dividiram grid, segundo levantamento oficial da FIA.
Hadjar chega com um currículo promissor: 51 pontos e um pódio em 2025 pela então Racing Bulls. Ainda assim, a tarefa de dividir telemetria com o piloto que dominou 68% das vitórias desde 2023 é, nas palavras do francês, “o maior passo da carreira”.
“Claro que tive preocupações, porque você vê as diferenças para os companheiros de equipe do Max e pensa: ‘Isso é estranho’. Mas, se eu acredito que sou bom, então é isso.” – Isack Hadjar
Nova geração, novo regulamento, mesma pressão
A temporada 2026 marca a estreia dos motores híbridos de combustível 100% sustentável, mudança que, na avaliação de engenheiros, promete embaralhar o grid. A Red Bull, segunda escuderia mais vitoriosa da era híbrida (2014-2025), investiu US$ 350 milhões no projeto, limite máximo do teto orçamentário de 2025 ajustado pela FIA.
Hadjar aposta nesse “reset” técnico para reduzir a vantagem de Verstappen. Formado no Kart sob pressão constante, ele diz que a cobrança externa “fica pequena” perto de sua própria ambição de não se decepcionar.
O que você acha? Hadjar conseguirá quebrar a hegemonia interna de Verstappen ou repetirá o histórico dos antecessores? Para mais análises do mundo do automobilismo, acesse nossa editoria especializada.
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